Surrealismo à brasileira
Setembro 24, 2008
Em certas horas, pareço sonhar com os olhos abertos. Ou melhor, a ter pesadelos com os olhos abertos. É o tardio movimento surrealista brasileiro capitaneado pelo poder judiciário. Esta pérola vem do Tribunal de Justiça de São Paulo, Estado superdesenvolvido com o dedo indicador sempre apontado para os Estados menos desenvolvidos. Como paulista, sou duplamente revoltado com tudo isso.
A ação contra o coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandava o DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) foi anulada por 2 votos a 1. A fundamentação foi deprimente.
Decisão em tribunal estadual, vergonha mundial, sobretudo perante Argentina e Chile, países que têm avançado significativamente na punição dos torturadores e assassinos dos seus regimes ditatoriais.
O Brasil engata a marcha-ré e pisa fundo.
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